História

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O ano era 1988. O Brasil vivia um conturbado período de transição.Após quase três décadas o povo preparava-se novamente para ir às urnas e a ainda recente promulgação da nova constituição da república também movimentava o cenário político nacional. Em fins de dezembro deste ano – dia 20 de dezembro especificamente -foi fundado o Sindicato dos Municipários de Capão do Leão, com o intuito de defender os servidores públicos municipais. Na época a lei a lei 8.112/90, que regula o concurso para Servidores Públicos Civis da União, ainda não havia sido criada e os servidores não possuíam estabilidade. Naturalmente, era prática comum que a cada novo governo uma leva de servidores fosse dispensada para a admissão de novos, conforme as dívidas eleitoreiras do novo prefeito.

Um grupo de servidores, com o intuito de combater estas demissões em massa e defender o  seu emprego e o dos colegas, resolveram buscar auxílio no movimento sindical, que havia passado por uma grande reformulação nos anos 70, a partir do aguerrido ABC paulista. Era o engatinhar do sindicalismo leonenses. Sem referencias na região, estes servidores passaram a entrar em contato com outras entidades sindicais do centro do estado e da capital. Correu-se para organizar os papéis. Correu-se para registrar a entidade no Ministério do Trabalho. Correu-se conseguir apoio entre os colegas. E fundou-se o Sindicato dos Municipários de Capão do Leão, o primeiro da Região Sul do estado do Rio Grande do Sul.

Dos anos que se seguiram, pouco se sabe. Algumas conquistas foram asseguradas e movimentos promovidos.

A história volta a ser contada no ano de 1997, com a eleição de uma nova gestão: a Mutação. Neste período foi adquirido um terreno para a futura edificação da sede do Sindicato. Esse é o marco inicial, e de extrema importância, para o salto de qualidade e representatividade que a entidade alcançará posteriormente, firmando-se como uma das instituições mais respeitadas do município de Capão do Leão.

No entanto, antes do desenvolvimento pleno, novos momentos de tensão abalaram o SMCL, ante a perspectiva de fechar em decorrência da crescente descrença no Sindicato por parte dos servidores e a renuncia da diretoria da época. Com o intuito de manter as portas do Sindicato abertas é instaurada uma comissão provisória para manter a entidade até a nova eleição para diretoria.

A Comissão Provisória torna-se gestão após as eleições sindicais. O SMCL entra 2001 com a nova diretoria e um viçoso objetivo é traçado, tendo como carro chefe a construção da nova sede, que desde 1988 vinha trocando de endereço e trazendo despesas com aluguel para os caixas da entidade. Buscou-se recursos, captou-se sócios, firmou-se parcerias e montou-se um mutirão. Eram funcionários dos mais diversos setores trabalhando em conjunto para erguer o tão sonhado prédio. Em 2003 as obras ficaram prontas e o sucesso coroado com uma grande festa de inauguração juntamente com os 15 anos da entidade.

Seguindo sua linha diretiva, durante e após a construção do prédio, a gestão Resgate segue trabalhando na busca de novos sócios. E aqui, alguns dados são relevantes para a análise do sucesso desta diretoria: quando assumiu, o quadro societário possuía pouco menos de 200 sócios e contava com uma receita de cerca de 825 reais; ao fim da gestão, dos cerca de 900 funcionários ligados ao executivo e legislativo municipais, 600 estão associados e a receita fica na casa dos 6000 reais. Em 2007 inaugura-se o segundo piso do prédio construído em 2003. As novas instalações contam com sala de informática, sala de reuniões e salas para a promoção de cursos e palestras. Em 2012, ainda na área patrimonial, o SMCL inaugura um segundo espaço para eventos, com capacidade pra cerca de 500 pessoas e avaliado em 200 mil reais.

Paralelo a todo trabalho de captação de recursos e aplicação nas dependências do Sindicato, nunca se deixou de lutar e defender os direitos do servidor, propósito que motivou a criação desta entidade. Nos últimos doze anos apenas um partido governou o município e, embora a relação com este tenha sido geralmente de respeito mútuo, naturalmente existiram momentos de tensão, causada com freqüência pela luta dos reajustes salariais, plano de carreira, pagamentos de horas extras e gratificações e a luta pelo fim das opressões e assédios morais.

Atualmente, essa luta segue firme, somada com a proposta de investir pesado no bem estar do servidor associado.

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